3º Capítulo da "A Novela da Minha Vida Real"

maio 04, 2015


Minha primeira reação foi de questionamento. Como eu disse, minha intuição indicava que algo estava errado, mas eu nunca havia enfrentado uma situação assim, eu não sabia o que fazer. Resolvi ignorar a minha intuição e cumprimentar a mulher. Naquela mesma noite, quando chegamos em casa, perguntei quem era ela e ele me disse que ela era colega de trabalho e ele o responsável por ensiná-la. Passavam o dia todo juntos e, por coincidência ou não, estudavam em universidades vizinhas. Saiam do trabalho e iam pra faculdade juntos, descobri depois que ele a levava todos os dias ao ponto e a esperava pegar o ônibus, tudo isso acontecendo bem debaixo do meu nariz, todo mundo sabia, amigos em comum apoiavam, a mãe dele apoiava e eu não fazia idéia de quanta falsidade estava à minha volta.

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"Na infidelidade, a vítima é sempre a última a saber."
Ditado popular 
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Eu sempre fui muito leal com os meus amigos, com a  minha família e, principalmente, com o meu parceiro. Minha vida era do trabalho para a faculdade e depois pra casa, o meu lazer era comprar, mas sempre fui muito caseira e agora sou ainda mais. 
Na infidelidade, a vítima é sempre a última a saber, e é claro que isso aconteceu comigo, mas eu não queria aceitar que cada dia mais nos distanciávamos. O homem a quem eu jurei amor eterno, o homem que me prometeu respeito e amor até a morte, esse homem, já não existia mais.
Arrastamos a nossa relação durante todo o ano de 2010, e eu já não aguentava mais tanto sofrimento. Não éramos mais marido e mulher, nem irmãos, sequer amigos, passamos a ser dois estranhos que já haviam se acostumado com aquela situação.
Lembro bem que, no último mês do ano eu já não era mais viciada só em compras, eu passei a consumir uma garrafa pequena de vodka pela manhã e antes de ir embora pra casa, após a faculdade, tomava outra ou até duas ou três garrafas de vodka ice, tudo para não falar com ele sã. Eu não tinha mais como olhar pra ele se não estivesse um pouco embriagada. O álcool me ajudava a relaxar para não discutirmos. Isso todos os dias. 
Ele nunca ficou em casa no sábado, não importasse o que acontecesse, mesmo se ele estivesse um pouco doente, mesmo se eu precisasse dele, nada, absolutamente nada o impedia de ir para a quadra jogar futebol e conversar com os amigos que se multiplicaram após ele ter entrado no banco. Sempre foi assim, e confesso que isso não me incomodava no início, eu sempre me adaptei muito bem em situações desagradáveis, por isso, fui logo tratando de me adaptar à realidade dele. Eu usava o sábado para cuidar de mim, da casa, visitar parentes etc. Então a nossa rotina era assim: durante a semana, nos víamos cerca de sete horas por noite. No sábado, ele saia bem cedo e voltava só bem tarde, cansado, claro, então não nos víamos. No domingo tinha o futebol na tv, de manhã à noite, sair? Nem pensar! Ficávamos em casa, mas não nos falávamos para evitar brigas. 
Uma vez uma amiga me perguntou se já não era hora de parar com isso, e num desses domingos entediantes, eu pensei bem a respeito, mas como eu sabia que ele não ia querer conversar, eu tive que causar uma situação para debater o assunto. E o que eu fiz, pode não ter sido muito correto, eu vou contar, mas só depois.


CONTINUA... 





1º Capítulo                                                                               
2º Capítulo





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2 comentários

  1. nossa, amiga, a barra foi muito mais pesada do que eu podia imaginar!!!
    aguardando o próximo capítulo
    passando para desejar excelente semana
    bjs
    tititi da dri

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    Respostas
    1. Pois é minha linda, mesmo não revelando todos os detalhes a história é longa, mas tem final feliz, não se preocupe. Ótima semana pra você tbm. beijos.

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